Farmacêutica alerta para riscos da automedicação e destaca papel do profissional no cuidado à saúde

No podcast Elas Podem Mais, Nathália Roriz ressaltou a importância da orientação especializada e o impacto da prática no sistema público

16 JUL 2025Por Mateus Adriano13h22
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Os riscos da automedicação e a importância da orientação farmacêutica para evitar problemas mais graves à saúde foram temas centrais da entrevista da farmacêutica Nathália Franco Roriz, coordenadora adjunta da fiscalização do Conselho Regional de Farmácia (CRF/MS), durante sua participação no podcast Elas Podem Mais desta quarta-feira (16).

Nathália chamou atenção para a naturalização da automedicação no Brasil, um hábito que, segundo ela, ainda é culturalmente enraizado e silenciosamente perigoso.

“A gente tem aquela mania de: ‘o medicamento funcionou para o vizinho, então vai funcionar para mim’. Mas não é bem assim. Automedicação pode mascarar sintomas e atrasar o diagnóstico de doenças mais sérias”, alertou.

Ela destacou que medicamentos de fácil acesso, como dipirona, paracetamol e ibuprofeno, são usados com frequência pela população sem a devida orientação, o que pode levar a complicações. Mesmo remédios mais controlados, como antibióticos, ainda são alvo de uso inadequado.

“Sobrou um antibiótico de outro tratamento e as pessoas acham que já podem tomar para prevenir uma nova dor de garganta, mas isso é um erro grave. É necessário avaliação médica”, reforçou.

Durante a conversa, a farmacêutica também falou sobre a rotina dos profissionais da saúde, que muitas vezes enfrentam jornadas exaustivas e, não raramente, recorrem à própria automedicação para lidar com insônia e estresse.

“O profissional de saúde também precisa ser cuidado. Estamos ali para cuidar, mas também temos nossa vida, nossas dificuldades e precisamos de atenção”, comentou.

Além da pauta da saúde, Nathália compartilhou sua trajetória profissional e destacou os desafios e as conquistas de conciliar carreira, maternidade e liderança. “Nada é impossível. É preciso apoio, planejamento e dedicação. Com filhos pequenos e uma rotina intensa, sigo buscando sempre o equilíbrio entre o trabalho e a família”, afirmou.

Por fim, ela explicou o papel do Conselho Regional de Farmácia, onde atua na fiscalização do exercício profissional. Segundo Nathália, o foco é garantir que a população tenha acesso a farmacêuticos preparados e presentes nas farmácias, prestando um serviço de qualidade e seguindo as normas éticas da profissão.

Assista ao podcast Elas Podem Mais completo na Jota FM:

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